sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A experimentação do viver


A vida é mesmo inominável, incompreensível, necessária, imprevisível, emocionante, pulsante, variada e louca... Muito louca.

Parto do principio que cada pessoa observa os fatos de forma diferente, claro que existem sintonias e proximidades de opinião, mas no fim opinião é igual a digital: cada um tem a sua.

Assim como os aromas, os sabores e as sensações, as opiniões são pessoais e (in)transferíveis, o máximo que podemos fazer é tentar explicar, convencer e cativar o outro.

Pois então, continuemos.

Me inquieta também as vivências, a forma como cada um se comporta diante do agora. Há os que se lançam e os que se guardam, os que estão passos a frente e os que seguem seu passos, têm pessoas que planejam e pessoas que aguardam, homens que encaram e aqueles que param. O certo? Acho que são aqueles que sabem o rumo.

Mas onde, onde começa e onde termina?

Amor. Tão simples e tão complexo. Impossível descrever e incontrolável por natureza, inerente ao homem, mas incompreensível até para a ciência. Pense numa forma de o explicar e resgatará experiências, opiniões, sensações, sabores e aromas. Não tem um nome e tampouco uma fórmula, ele existe, só não sabemos de onde vem e onde vai parar.

Difícil entender e ainda mais explicar.

No joguinho da vida, onde o estático não existe, ganha mais quem, ao seu modo, descobre o caminho que o leva à paz interior.

Viver é uma arte!

Tchau Tchau

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Troco meu sorriso e me lanço novamente!


Tenho sempre a impressão de que as pessoas são frouxas.
Medrosas em seus desejos e muito pouco preparadas para a ousadia de viver tanto tempo. São medos disfarçados em agressões, imóveis, corpos perfeitos, cirurgias plásticas, carros, roupas, alteregos e mentiras. Existe um medo intenso de viver verdadeiramente, de sorrir, de celebrar a felicidade, de arriscar tudo e de aguçar a inveja vizinha.

Sempre opto por fugir deste papel.

Desejo mudar, tentar, errar, arriscar, falar da minha verdade, gastar tudo, ler um livro até a metade, empreender, exercer dez funções ao mesmo tempo, faltar tempo, ser honesto na medida do possível e harmônico enquanto houver força. Chega de pequenos medos e de inseguranças alicerçadas em reconhecimentos inexistentes, tentar agradar o mundo em contrapartida aos seus reais desejos jamais trará a admiração de outrem.
Prazer de verdade é rir sem programação e viajar sem ter destino. Sabe aquele dia em que tudo poderia dar errado porque você saiu sem lenço e sem documento, mas tudo foi “melhor do que planejado”? Pois bem, a ordem do mundo está no ciclo da chuva que retroalimenta nossos mananciais, na circulação do dinheiro e não na retenção e acúmulo e na produção continua de novos saberes. Medo e estagnação só limitam nossa existência a longevidade e ao acúmulo de sensações e sonhos não experimentados.

“Eu tenho o maior medo desse negócio de ser normal.”
John Lennon

Tchau Tchau

Obs – Pri Mércia, esse texto tem a sua energia. Dedico-o a você!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Política é o próprio homem


Vivenciar internamente o processo político é um desafio e um prestigio.

Ainda como estudante, planejei uma carreira que me permitisse experimentar realidades profissionais em agências de comunicação, grandes empresas, veículos de comunicação e atuação política. Hoje, exatamente neste momento, eu exerço uma atividade política que me encanta e estimula ao pensamento estratégico e a análise de nuances administrativas, mercadológicas, publicitárias e claro, de Relações Públicas.

Inerentemente somos seres políticos, independente de opção ou rebeldia. Para Aristóteles o homem é um ser político, pois relaciona-se com seus pares. Sua condição humana perpassa objetivos, decisões, relacionamentos e regras, que o permite viver em sociedade e conjugar ações para um fim comum.

Estar em atuação política, dentro da esfera democrática, extrapola nossa condição humana e abarca um exercício profissional, onde técnicas, ferramentas e criticidade são utilizadas para que o exercício da democracia se estenda a todos os cidadãos.

Honestidade, originalidade e ética são meu balizadores para que este exercício profissional me garanta o aprendizado e a referência neste campo atual de atuação.

“A política não é uma ciência exata, mas uma arte.”
Otto Bismarck

Tchau Tchau

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Também existe morte na despedida


Eu nunca me adaptei a despedidas.
Seja o fim de uma noite ou o retorno de uma viagem, pode ser o fim do feriado, a distância do trabalho, a partida, o abandono, o adeus. Algo não se encaixa direito quando chega o meu momento do “the end”.

A cultura popular e as revistas de bolso afirmam categoricamente que o bom ariano configura-se como empreendedor nato, ousado e impulsivo. Ele começa, transgride, dá o primeiro passo, ele vai além e é excelente para quem quer abrir um novo negócio. O bom ariano é o início, não o fim.

Apagar a luz nunca foi o meu forte, sorrir no adeus e imediatamente pensar só no que for bom está além do que consigo neste instante.

Inevitavelmente não é possível fugir do adeus. Nos despedimos do ventre, da infância, da escola, das pessoas, dos momentos e das sensações. Damos tchau todos os dias e recomeçamos um fim a cada instante.

Nascer é dar adeus à vida o tempo todo, ainda não me adaptei a esta realidade, por isso vou começando uma nova experiência a cada oportunidade e fazendo das possibilidades ainda mais momentos para postergar o fim.

“A hora do encontro é também despedida a plataforma desta estação, é a vida.”
Milton Nascimento e Fernando Brant

Tchau Tchau

terça-feira, 29 de maio de 2012

"Vário.Temporário.Efêmero."


Posso concluir que vivemos numa cultura de dissabores.

Teóricos como Lombardia ou Tapscott defendem que os intempestivos e inconformados nascidos na geração Y fazem do mundo um ambiente mais acelerado as mudanças.

Zygmunt Bauman desenvolveu com maestria a teoria da liquidez, teoria essa que me encanta, definindo com efêmero e descartável o consumo, o amor e a vida.

Acredito que o dissabor das “coisas”, uso coisa propositadamente, está neste misto de globalização, imediatismo, capitalismo, pressão social, domínio e descarte em que vivemos.

Somos frustrados ou nos frustramos?

Quem domina quem?

O dissabor está nas expectativas não atingidas, nos aborrecimentos diários, nos contratempos.

Em um parâmetro podemos concluir que as expectativas então extrapolam as possibilidades. Teóricos de autoajuda afirmam que se trata da necessidade de uma reconfiguração mental, o famoso “Segredo”.

Penso eu, se assim tiver direito, que vivemos de conseqüências, somos frutos do previsível e inevitável. A geração Y não é uma reconfiguração genética, mas o resultado de um sistema cada vez mais febril e opressor.

Para mim, não temos como fugir, tudo o que vier se baseia em teoria fractal e tudo o que será é consequência do dissabor óbvio do resultado atual.

Felicidades fortuitas e efêmeras, relações frágeis e descartáveis, prazeres momentâneos e sonhos inconsequentes. Somos, radicalmente, isso hoje.
Eu gostaria de ser algo diferente amanhã.


“Infinitamente belo, insuportavelmente efêmero.”
Rubem Alves

Tchau Tchau

segunda-feira, 26 de março de 2012

Um achismo sobre Educação


No Google existem aproximadamente 173.000.000 de links de pesquisa para a palavra “educação”. Entre fontes oficiais, sites corporativos, ONGs, artigos e citações, a educação é um tema extenso para debate, análises e controvérsias. Baseado no meu “achismo” e na opinião alheia, apresento algumas considerações quanto ao formato educacional em nosso país e motivos para que a educação seja assunto destacado em nossa sociedade.

Para o filósofo Mario Sergio Cortella a sociedade, principalmente nos últimos 20 anos, tem transferido para a escola papéis que não lhe cabem essencialmente. A família tem depositado no professor a responsabilidade de transferir para o aluno valores morais e educação básica comportamental, quando na verdade cabe a escola, por exemplo, “oferecer educação para o trânsito, ecológica, sexual e até alimentar... Cabe à instituição promover a autonomia, a solidariedade e a formação crítica.”, ficando à família garantir aos educandos o estímulo a curiosidade, ao tratamento, ao comportamento em sociedade, o cuidado essencial e o direcionamento a formação cidadã.

De acordo com Hannah Arendt “normalmente é na escola que a criança faz a sua primeira entrada no mundo. Ora, a escola não é, de modo algum, o mundo, nem deve pretender sê-lo. A escola é antes a instituição que se interpõe entre o domínio privado do lar e o mundo, de forma a tornar possível a transição da família para o mundo. Não é a família, mas o Estado, quer dizer, o mundo público, que impõem a escolaridade. Desse modo, relativamente à criança, a escola representa de certa forma o mundo, ainda que o não seja verdadeiramente”.

Para a família, segundo Cynthia Paes de Carvalho, vice-coordenadora da pós-graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), cabe o papel de valorização da escola, papel que requer engajamento no processo educacional das crianças, cobrar compromisso com os estudos e estar atento ao desenvolvimento dos filhos.

Creio que os papéis além de suplementares estão, e estarão sempre, complementares, pois responsabilizar o Estado pela formação desqualificada de nossos cidadãos em nível técnico é algo que ratifico, porém formação moral e transmissão de valores essenciais ao bom viver é papel de cada uma das famílias brasileiras. Formar cidadãos pensadores e capazes de racionalizar suas ações é um misto complementar, que pode dar certo, de família e Estado.

“O que é ensinado em escolas e universidades não representa educação, mas são meios para obtê-la.” Ralph Emerson

Tchau Tchau

segunda-feira, 19 de março de 2012

Impactos e Possibilidades Ambientais


Há alguns anos que a humanidade se prepara para o apocalipse. Congelamento de embriões, máquinas dessalinizadoras, viagem a outros planetas, catalogação de espécies, criação de cofres gelados para sementes vegetais enfim, o homem ao invés de precaver as catástrofes, mantém a degradação e busca formas de combatê-las após o pior.

Ao que parece, a forma como os países se configuram: tecnologia; sistema político, economia, agricultura, indústria bélica e produção interna, impedem que alguma ação de prevenção seja realizada. Campanhas, apelos, ONGs, reuniões, conferências e debatem não impedem que o mundo tenha seus recursos naturais cada vez mais escassos e as possibilidades de reversão cada vez mais distantes.

Acredito que a melhor forma de tratar as principais questões ambientais, seus impactos e possibilidades, é a expressa na declaração da Rio 92, que propõe, entre outras ações, a participação de todos os cidadãos interessados no tema. Precisamos que a sociedade esteja envolvida ao ponto de sentir-se pertencente das decisões e conseqüências coletivas.

“Seja um padrão de qualidade. As pessoas não estão acostumadas a um ambiente onde o melhor é o esperado.” Steve Jobs

Tchau Tchau

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Aos Elegantes


A educação sempre me encantou por facilitar as relações e mostrar comportamentalmente à capacidade do outro para conviver em grupo.

“Não me amarra dinheiro não, mas elegância”!

Simples, direto e fantástico. Nada mais encantador que a elegância. A elegância de quem sabe ser interessante, de quem se destaca pelo simples fato de existir, a elegância do movimento simples, calmo, educado e charmoso.

Quem de nós não conhece um homem e/ou uma mulher que não possui nada de vulgar, nada de sensual, necessariamente não tem beleza estética, mas é encantador(a)? A pessoa se faz elegante, marca presença, desperta o olhar. Pode não ser a pessoa que vira os olhos na primeira passada, mas é aquela pessoa que quando ri rouba a beleza do ambiente. A elegância está naquela pessoa que você pensa em buscar para jantar, que acordar ao lado vai ter um charme especial, que você pode levar a qualquer lugar, afinal, elegância é para poucos.

Elegância não se compra e nem se ensina. É um misto de educação, bons hábitos, cordialidade, simpatia, confiança e atitude. Os elegantes estão cada vez mais em extinção. Sofro com essa falta de educação generalizada, mas me encho de emoção quando cruzo com a elegância pelo meu caminho.

“Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado subtil de se deixar distinguir.” Paul Valéry

Tchau Tchau

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A vida gira em torno das relações


Durante o recesso para o carnaval vivi uma experiência que me fez pensar bastante em discussões passadas.
Após a veiculação do comercial da Sundown que sugere aos telespectadores a desconexão das redes sociais para que possam curtir o sol e a vivência offline, o professor Marcello Chamusca lançou um questionamento quanto a essa necessidade.

De acordo com Chamusca “a campanha pecou conceitualmente em diversos aspectos, mostrando ignorar completamente as características centrais da sociedade contemporânea, quando coloca em oposição à sociabilidade, as interações e os relacionamentos que se estabelece on e off-line, num mundo em que os processos se tornam cada vez mais hibrídos.”

Em um primeiro momento discordei da sua opinião e entendi qual era o objetivo da Sundown, discordei por entender que devemos ter momentos em que as tecnologias não nos prendam a realidade online e que nos deixem perder a vivência em grupo, entre amigos e mais tática.

Acontece que neste último recesso pude experimentar a vivência de manter-me conectado e simultaneamente estar sintonizado com o sol. Fiz algumas viagens e passeios em que me mantive conectado ao Facebook sem em nenhum instante perder a experiência offline e tampouco dispersar minha atenção a paisagem e a minha companhia.

De fato, não precisamos estar desconectados para vivermos diversas experiências, hoje, como afirma Chamusca “Não precisamos nos "desconectar" para curtir uma praia e o verão com a nossa família e amigos. Sundown, a vida gira mesmo em torno do sol … mas não podemos ignorar o fato de que a internet gira em torno da vida na sociedade contemporânea. E isso não dá pra mudar!

Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos velhos, um passado muito breve.” Arthur Schopenhauer

Tchau Tchau

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Extrapole o “Fair Play”


Manter-se atento as inovações sociais, tecnológicas e políticas está além do crescimento profissional, trata-se de um crescimento humano.

Revistas, sites, amigos, familiares, escola, TV e tantos outros influenciadores costumam ressaltar a importância de estar atualizado as inovações a fim de conseguir passar no vestibular, ter acessão na carreira e ou conseguir um novo trabalho. Porém, o que vejo perder-se neste caminho é a atenção necessária ao crescimento humano, ao crescimento quanto ser pensante, crítico, social e transformador da realidade.

Precisamos em algum momento atentarmo-nos quanto ao que está além do mercado e por isso mesmo resultante dela. A forma como a vida direciona-se a produção material desestrutura a maneira como as relações se estabelecem, acima do conquistar está o adquirir, seja ele de que forma for.

O conceito de “fair play” tão admirado e tão pouco usado já é um passo substancial para que tenhamos honestidade e respeito neste cenário, no entanto meu alerta está em não nos esquecermos que antes da disputa por bens e terras devemos ter atenção a conquista de parceiros, pois o resultado de boas companhias e ações passadas pode gerar resultados bem maiores que a disputa desrespeitosa e, ratifico mais: fatidicamente existem muitas coisas que o dinheiro não compra.

“Eu aprendi que para se crescer como pessoa e preciso me cercar de gente mais inteligente do que eu.” William Shakespeare

Tchau Tchau

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Wando Descansa


Existem artistas e pessoas, sim artistas não são pessoas, que não deveriam morrer jamais.

Fato de que o legado deixado por alguns os tornam eternos e únicos, como é o caso do cantor brega, beirando o ridículo, Wando.

Ele foi uma figura única! Suas apelações sexuais, as calcinhas em seus shows, distribuição de cortesias para motel, maças mordidas e coisas inimagináveis aconteciam entre uma “iaiá” e um “ioiô” por onde passou.

Quem nega ter ouvido “você é sim e nunca meu não” e não ter sentido um “arrupio” na espinha? O cara foi realmente um artista brasileiro. Um artista obsceno, como ele mesmo se descrevia.

Desejo paz e descanso a este bom artista, que viveu um personagem, fez da vida um palco e do palco um show. Hoje ele deixa homens e mulheres um pouco mais solitários e o “amor pecador” com uma gelada sensação de nostalgia.


“Teve uma época no Canecão [casa de shows do Rio de Janeiro, atualmente inativa] que a gente botou uma banheira no palco, eu botava uma mulher nua no palco. Eu sempre gostei desses negócios" Wando


Tchau Tchau

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sexo bom é feito com calma


Um bom ato sexual é feito de cheiros, pele, carícias, beijos, mãos, línguas, inovações, ousadia, respeito e muita, muita calma.

Admito, claro, que um sexo rápido, ou rapidinha como prefiram chamar, tem seu charme, mas sem dúvida um orgasmo lento e dedicado faz o corpo relaxar da tensão e a cabeça esquecer dos desprazeres cotidianos.

Uma língua bem disposta e uma mão sempre em movimento são alguns dos artifícios de quem sabe viver a boa cama. Prazer sexual não tem nada haver com orgasmo vazio, mas com a sensação posterior ao gozo, aquela sensação de que foi a melhor transa do mundo e a certeza de que jamais esquecerá cada estímulo.

A plenitude do orgasmo está no esquecimento dos problemas que te incomodam. Corpo “fora de forma”, inexperiência, cabelo bagunçado, nada disso é lembrado quando seu parceiro conhece como te dar prazer. Um bom amante sabe que o prazer que ele tem vem também do prazer que ele dá.

O sexo calmo beija do início ao fim, toca até quando você não aguenta mais, te revira de uma forma nunca antes imaginada e te causa arrepios que começam da ponta dos dedos até o mais fino fio de cabelo. Amantes atentos descobrem exatamente aquele ponto que te estimula, e é ali que você vai pedir “pelo amor de Deus” que seja dominado(a).

Prazer sexual melhora o humor, a pele, o amanhã e a crise. Sexo bem feito prolonga relações, aumenta a autoestima e acende os olhos dos amantes. Quem sabe como seduzir entende facilmente a diferença entre um gemido falso e um arrepio fortuito. Amantes experientes constroem surpresas a cada ato e sempre surpreendem seu corpo com novas sensações.

Tenho a minha certeza de que o melhor sexo se constrói numa relação confiável, onde se desamarram os nós, se desnudam as almas e onde seu corpo passa a ser mais um instrumento particular de loucura de prazer.


"Portanto, em matéria de sexo, uma única recomendação prevalece: quanto menos controle sobre a situação na cama, melhor." Marleine Cohen


Tchau Tchau

domingo, 15 de janeiro de 2012

Estremecer e Desatinar


Você já sonhou com “alguém” que não existe?
Imaginou situações tão perfeitas juntos que chegou a sentir seu coração palpitar?
Confesse que já perdeu o sono por idealizar uma realidade inventada...

Pois bem, isso é paixão!

Para o terapeuta familiar Robert Neuburger, a paixão “É o abandono da vigilância. A paixão se organiza dentro da ansiedade e da urgência. O sentimento primordial é a necessidade absoluta do outro.” Ainda segundo Neuburger “Corresponde à necessidade de se sentir vivo. A paixão toca no que existe de mais profundo na existência de cada um. É uma autoterapia excelente e um antidepressivo muito eficaz.

Estar apaixonado é um estado de êxtase, em que sonhos e desejos dão espaço a idealizações do futuro. O apaixonado não pensa só no presente, ele quer a eternidade! Lembra de Zizi Possi “Eu quero absurdos, quero amor sem fim, eu quero te dizer que eu só sei amar assim”? Então, os apaixonados querem cada respirar e cada pensamento, um pouco menos e já se instala o medo, mas um sorriso novo e tudo parece estar na mais perfeita ordem.

O psiquiatra americano James Leckman, da Universidade Yale, concluiu em pesquisas que a paixão dura o tempo médio para um encontro, envolvimento, gestação e nascimento da cria, segundo o professor "Ao dotar o ser humano da capacidade de se apaixonar, a mãe natureza só queria forçar dois corpos a se aproximar o suficiente para procriar" e isso dura em média quatro anos.

O grande desafio aos casais é conseguir manter essa chama acesa por muitos anos. Obviamente as posturas mudam, as manifestações mudam, mas a atenção a ser dispensada deve ser ainda mais acompanhada. Casais duradouros estruturam relações de lealdade, são cúmplices e desenvolvem, além da paixão, relações de admiração e respeito. Manter um relacionamento “eternamente” requer atenção e disposição dos envolvidos. Saber ceder, conversar, valorizar e ter a firmeza de que aquela relação vale mais do que qualquer xícara de açúcar.

Aos apaixonados a minha sugestão e que vivam intensamente. Não percam seus sonhos por orgulho e nem por falta de coragem. Cuidem do jardim, acreditem na perfeição, descubram aos poucos seus limites, cedam, mantenham-se firmes, conversem, lutem, peçam, neguem, ousem, façam loucuras, mostre ao outro sua importância, viaje, renove, crie e amadureça o suficiente para saber se perder é a melhor escolha ou se lutar por essa história é o caminho da sua alegria.


“Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo.
O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.”
Martha Medeiros


Tchau Tchau

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O inestimável

Quando é o momento de desistir?
Quando dizer adeus?
Quando parar?

Em um momento o corpo cede, a alma cansa e os pensamentos fazem sofrer. Em um momento as palavras secam, as lágrimas calam e os sentidos já nem valem o esforço.
Chega um instante em que parar é a melhor forma de seguir em frente.

Mas e se o melhor não for desistir? Se o melhor for tentar mais uma vez, chorar mais umas lágrimas, pular mais um penhasco, acreditar que o futuro pode ser maravilhoso? Se o melhor for olhar pra frente, escrever um livro, fazer um sonho, viver o presente e fazer o que seu corpo pede?

Neste momento eu penso: vale a pena, vale a tentativa, porque isso você faz por você, pelo que você sente. Você faz isso para nunca se arrepender de não ter feito.

Mas se não der, se mesmo assim algo se perdeu entre fogos e ventanias, chore. Se não for como um sonho tente novos sonhos, chore pelo seu sentimento, sofra, desabafe e depois siga, o melhor caminho é aquele que nos leva para qualquer lugar onde alguém nos salve.

"É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver."
Martin Luther King

Tchau Tchau

domingo, 8 de janeiro de 2012

Olhos abertos e sol sobre o céu


Experimente ir além.

Descubra o quanto de ti você conhece, o quanto dos outros está em você e o quanto que não é seu, mas que você gostaria de ter.
Sinta um pouco de cada sabor, um aroma distinto, uma vivência inusitada.
Faça o que você sempre quis fazer e assuma o preço da nova experiência.
Descarte o que não lhe cabe, recicle o que tiver serventia.

Conquiste novos caminhos.
Lembre do caminho de volta.

Olhe para outro lugar, outras estrelas e siga para o leste: vamos mudar! Para o norte está indo muita gente.
Pense numa música, dance com ela, beba e chore. Escolha aquele seu melhor amigo e diga o quanto valeu a pena tudo até hoje. Pense em um estranho, deseje uma nova experiência.
Case em pensamento e logo se separe. Case pra sempre, mas se for preciso se separe e começe tudo novamente.

Ame como nunca amou na sua vida e intensamente mostre o quanto está apaixonado. Se faça especial e faça o outro especial. Quando tudo isso acabar o que vai restar é o melhor de si que soube dar.
Experiêncis são para sempre e histórias construidas a cada respirar, por isso se jogue e faça desse show uma passagem inesquecível!

"Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro." Sigmund Freud

sábado, 7 de janeiro de 2012

"É minha só, não é de mais ninguém"

"Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz"

Charles Chaplin